quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Simplicidade
O objetivo: cabeça no lugar num treino de luxo!
Principais características: paciência, ritmo e confiança no SEU plano.
Estratégia: fazer sua própria prova deixando a vaidade de lado por 4h! Compita consigo mesmo olhando pra dentro e não pra fora! Concentrar-se nos meios e não no resultado em si! Você tem que sentir-se bem durante a natação, o pedal e até o km 16 da corrida para aí sim mostrar se é realmente capaz de fazer, quem sabe um dia, um grande 1/2IM. É o seu primeiro dia de treinos para o IMBrasil 2010.
Natação: largue sozinho a direita do bolo, de frente pra bóia! Veja por si mesmo qual a menor distância entre a largada e a primeira bóia, escolha uma posição para nadar por si mesmo, sem perder energia preocupando-se nem debatendo-se com os “grandes nadadores de largada” e comece bem conservador, bem mesmo! Se seguir essa orientação, vai encontrar a galera do bolo faltando uns 100m pra bóia. Talvez, até que provavelmente, você já esteja a frente do bolo, onde vai achar seus “adversários”. Calma, “encontre-se” e evite gastar energia se debatendo com quem não nada metade do que você nada e está ali porque saiu forte demais. Depois da segunda bóia tudo acalma e você pode achar “a sua natação”! Aliás, caso esteja sol, atente para localizar-se independentemente da galera que nada pra esquerda enquanto a saída do retorno fica normalmente numa reta da segunda bóia, quero dizer, mais pra direita, num pórtico de patrocinador (o sol dificulta bastante achar essa porra e a galera erra demais o caminho)! Faça sua prova e evite se matar tendo de fazer essas barrigas que a galera faz! Ganhe tempo de forma inteligente, com sua cabeça! Use tudo a seu favor! Bom, as principais orientações são essas! A partir daí é contigo. Um aviso: na segunda volta os braços pesam, a água do lago é pesada demais e diferente do mar, portanto, calma, muita calma e não vá acabar com sua prova na água que é 15% do tempo total do dia! Muito menos bater essa perna como um desesperado nadador de velocidade. O começo da prova serve como aquecimento pro que virá após as 4h de prova. Por favor, termine sua natação com vontade de pedalar!
Pedal: Fator crítico número 0 de sucesso na prova. Aceita a sugestão?
TERMINE OS 90KM DA MESMA FORMA QUE COMEÇOU, OU SEJA, MORRENDO DE VONTADE DE SOCAR 90KM DE CICLISMO! E MAIS, INTEIRO, EU DISSE INTEIRO, ALIMENTADO, HIDRATADO E NUMA POSIÇÃO DE CAÇADOR (caçador da sua melhor prova). É a sua única chance de tentar ter um resultado arriscadamente bom e fora das expectativas. Caso contrário, como a maioria vai contar, vais cansar e morrer na corrida e a ladainha todos nós sabemos. E no IM é tudo pior ainda, ou seja, fracasso! Principalmente para um atleta como você com um potencial nem metade aproveitado!
Eu iria com a bike "véia" para não dar merda! E dá!
Uns números, ruins mas valem pra conta: 30 minutos nadando (dá pra levar um transatlântico preso na perna e ainda assim não vai demorar tanto), 2h30minutos pedalando são 36km/h nos 90km, pode parecer fácil. E é mesmo, daí a importância de pedalar para chegar na T2 inteiro e com pernas pra correr. E que esse pedal aconteça sem sustos ou gasto de energia à toa em subidas ou vento contra! Seu lema para as 4 voltas do pedal são suavidade e sem dor na pernas!
Corrida: Se for inteligente e quiser ter sucesso ou arriscar um bom resultado, ela deve começar no 16°km! Daí em diante você está liberado pra fazer o que bem entender! E aí são só 5km e eu sugiro que vá pra morte, é tudo ou nada mesmo!
Até aí, sua concentração deverá ser em hidratar-se, resfriar-se e segurar essas pernas sem se preocupar com quem você passa ou te ultrapassa! A velocidade é de cruzeiro e não pode ser mais forte que 4’30/km. E deverá ser mais lenta quanto mais o calor apertar ou quanto mais descabeçado e egoísta for o seu pedal!
Isto posto, em no máximo 1h40’ você acaba a corrida, e a prova em no máximo 4h40 se achar a corridinha de até o 16km e depois conseguir crescer, correndo o risco de tirar minutos, isso mesmo, muitos minutos desse tempo ao cruzar a linha de chegada, tendo claro, forças pra continuar ou treinar minimamente bem no dia seguinte!
Alimentação e hidratação: Fator crítico número 1 de sucesso na prova. Respeite-se fazendo tudo como fez nos treinos. Não deixe ficar com sede principalmente no pedal e, na corrida, aproveite o gelo para resfriar-se o máximo que der! A falta de água e a tempertura alta serão, junto das extenuantes horas sob uma intensidade um pouco além da que deverá fazer, seus maiores adversários colocando a FC num patamar insustentável para a duração da corrida em uma prova dessas! Portanto, gelo, gel e água gelada são de fundamental importância, fora todo seu arsenal suplementar!
Me liga ontem para conversarmos, você tem 110% de responsabilidade nesse plano e tudo o que esse técnico disser nada valerá se não tivermos sua completa e comprometida parte em busca de uma grande prova!
Ass.: mais um daqueles "técnicos"
PLANO DE PROVA 2
"Os infinitamente pequenos têm um orgulho infinitamente grande."
Ass.: Voltaire
E a simplicidade?
"Simplicidade é a sofisticação máxima."
Ass.: Leonardo da Vinci
Escolham seus "técnicos", MAA
sábado, 7 de novembro de 2009
Lá vou eu! Here we go!
De volta para o futuro! Back to the future!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Que tal treinar com esses caras?
Peter Reid: http://www.peterreid.com/
Simon Whitfield: http://simonwhitfield.blogspot.com/
Paulo Sousa: http://thetriathlonbook.blogspot.com/ e http://www.pstriathlon.com/
Svein Tuft: http://www.nytimes.com/2009/02/08/sports/othersports/08cycling.html?_r=1
Mais informações, acesse e acompanhe o blog deste que é um dos grandes de nosso esporte: http://simonwhitfield.blogspot.com/2009/10/maui-adventure.html
Até lá, MAA
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Contratécnico

Sempre ouvi a Sandy! Suas músicas me dizem muito. Coincidentemente, ao começar a escrever as linhas abaixo, ouvi a seguinte canção: Abri os olhos. Veja o clip: http://www.youtube.com/watch?v=uJsM7InTXy4, afinal é isso que acontece comigo cada vez que me deparo com situações envolvendo técnicos e atletas. O texto abaixo é mais uma das conclusões que me fazem saber que o caminho ainda é longo, duro, cheio de armadilhas e sedutores atalhos mas que, de olhos bem abertos, com coração puro, firmeza de propósitos e ouvindo a voz do silêncio é possível chegar lá.
Estou apenas começando, isso é certo. Nem sei ao certo onde vou chegar! Mas como o que vale é o caminho, muito já tem de meu nas soluções que encontrei para burlar todo o sistema que abaixo será satirizado e questionado. Quer me acompanhar nessa? Atente para refletir mais ainda sobre isso que é apenas uma fração do que por anos se passou nessa incansável mente! Em tempo, esse texto serve para quem sabe o que quer do esporte, quem estuda o tema profundamente e para os que já tem alguma experiência errando mais que acertando nesse mundo triatlético e, claro, para minha própria reflexão.
Já reparou a quantidade de técnicos de triathlon que existem por aí?! O esporte é novo, ainda estamos engatinhando mas já viu como a cada esquina você tromba um técnico de triathlon? No país do futebol, logo, logo teremos mais técnicos de triathlon do que do esporte bretão! Tem todo o lado bom, óbvio! Apesar das notórias críticas daqueles que por anos tentaram se dedicar ao esporte sem poder contar com competente auxílio e acompanhamento técnico! E não são poucos os que aqui podem nos relatar suas experiências.
Isto posto, parto da seguinte idéia: você não precisa de um técnico de triathlon! Inverta o sentido e descubra que quem precisa de você são eles! Pois bem, lá se vão mais elocubrações para começarmos a discutir o tema. Leve em conta que daqui em diante novas teses devem surgir e certamente outros textos deverão nascer para corroborar o que aqui apresentarei! E claro, para você leitor, cuidado, pois o papel e o monitor tudo aceitam e todo o ponto de vista é a vista de um ponto, como acredito ser sempre válido ressaltar. Nesse texto estão expressas somente as idéias (dificilmente todas elas) de um atleta em formação e, quem sabe, de um futuro técnico. Ou seja, vale novamente como auto-crítica severa e aberta a tudo que envolve o tema! Às reflexões:
Você sabe para onde seu técnico está lhe guiando?
Quanto você se responsabiliza por este caminho?
Quanto vocês, como uma equipe, conseguem mensurar a realização dos objetivos propostos?
Você sabe realmente o que fazer para “chegar lá”?
Está seguro com o caminho definido pelo seu técnico através de testes, periodizações e tudo o mais que ele lhe promete proporcionar?
Seu técnico consegue explicar-lhe claramente como e porque o que está prescrito vai lhe trazer o objetivo que você definiu?
Quanto de artista tem seu técnico?
Quantos atletas seu técnico orienta?
Quanto capacitado está seu técnico para lhe orientar e efetivamente fazê-lo progredir?
Treinar é muito mais simples do que imaginamos! Filtre todo esse emaranhado de termos científicos citados e mal explicados pelos técnicos, em revistas e sites “especializados” em confundi-lo e entenda tudo sob um ponto de vista metabólico, assim como seu corpo sente, igualzinho a como ele percebe e responde! Cansou é porque o treino foi forte, não cansou é porque foi leve, fraco. Descansaste porque você precisava se recuperar. Treinou de novo e foi mais fácil? É porque um novo nível de capacidade física foi encontrado ou atingido! Difícil? É assim que todos esses seus esculpidos músculos funcionam! Nada de milagres promovidos pela ciência, apenas explicados por ela, acreditem!
Treinar é simular um percentual da sua prova todo santo dia! Não é?! Então porque treinamos? Coloque seu treino em perspectiva e veja quanto você investe em melhorar de verdade. Procure o relógio e parâmetros que não mintam!
O seu técnico diz o mesmo do que o que você lê por aí?! Diz menos ainda?! Nem diz nada?! A cada novo “artigo”, você seduz-se por uma “grama mais verde” do técnico vizinho?! Mude e veja no que dá! Mas dê tempo para provar a eficácia de tais planos, periodizações, programas, planejamentos, acompanhamentos e tudo mais que os técnicos tem a oferecer. Aliás, como essa galera tem coisa a oferecer, não?! Não fossem eles, seus atletas mal conseguiriam fazer o que fazem!
Não avalie seu técnico pelo que ele sabe! Ou deixa de saber, como ocorre na maioria dos casos! Veja como ele define como, quando, onde e porque você faz o que faz. E se isso tem uma relação íntima com seus objetivos.
Aliás, pergunte ao seu técnico no que ele acredita. Teve resposta? Peça então para ele alinhar isso com os treinos que lhe prescreve! Teve sucesso nisso também, adicione a essa já fora da média retidão os resultados que você vem colhendo e me apresente esse ser. Se quiser ir mais longe, peça para que ele expanda os horizontes e o coloque 1 ano em frente predizendo, mais ou menos, como você vai estar e como fará para lá chegar! Obteve respostas a contento, contrate tal cidadão. Quer ir mais longe, peça relações claras e diretas entre parâmetros laboratoriais, de campo, e os resultados em provas e suas bases alcançadas anteriormente nos treinos. Invista nesse cara se achar coerência e competência ao lhe explicar suscintamente (sem os rebuscados e científicos termos que na prática pouco nos servem) tudo isso!
Mudar é preciso. Vence quem consegue mudar para melhor mais rápido que o oponente! Você tem idéia de como isso vem ocorrendo com você? Quantos exemplos você tem na sua assessoria esportiva que a utilizam muito mais como um clube e não mudaram uma vírgula de seu rendimento esportivo em anos (não estamos falando em semanas, meses, mas anos, e aqui cabe mais um sincero texto sobre progressão)? Quanto você mudou desde que começou no esporte?
A mudança aqui é um processo individual. Faça-a acontecer que outros acreditarão nela e mudarão contigo! Seja a mudança, essa é a mensagem! E não preocupe-se com o que para trás ficou, já era! O que vale é de agora em diante!
Já vi muita gente credenciada (com diplomas e títulos) sem nada a oferecer e, muitos mais, ainda que informalmente e oficiosamente (à margem das regras) que são capazes de guiar outros por caminhos mais seguros e curtos aos objetivos acertados.
Quanto de intuição você enxerga em seu técnico?
Você faz o que é preciso para melhorar ou faz apenas o que gosta? Seu técnico prescreve o que você gosta ou o que você precisa? Você realmente sabe sobre suas forças e fraquezas e como trabalhar da melhor forma para potencializá-lo como atleta?
Entenda, o que você gosta é muito diferente do que o você precisa como atleta! Bem provavelmente, se passar a vida esportiva fazendo apenas o que gosta, muito provavelmente não vai atingir todo seu potencial! E questione verdadeiramente se o que seu técnico lhe prescreve é realmente o que você precisa para melhorar, duvidei e sai ganhando (quero dizer, perdendo) na maioria das vezes!
A diferença entre o bom e o ótimo e melhor é fazer mais, mais vezes! Os extraordinários só são melhores porque fazem mais, mais vezes. É a receita de um campeão. Pode duvidar, fique com os planos das revistas e com as histórias que lhe enfiam goela abaixo caso não acredite nisso. Mas vá ver o que os campeões fazem diariamente e chegue a essa mesma conclusão!
O sucesso esportivo está intimamente ligado aos que elevaram os padrões. Os extraordinários aqui vivem. Num mundo medíocre, não é difícil chegar a esse “nirvana”! E não vai ser um técnico de triathlon que o fará chegar lá!
A maioria das pessoas faz apenas o que está prescrito numa planilha ou o mínimo necessário (essa tal idéia de treinos de “qualidade” nunca mais me pega e aqui podemos escrever mais uma gigante tese sobre o tema). E alguém sabe qual o mínimo necessário para se chegar a algum lugar?! Seu técnico realmente sabe mais de você do que você mesmo para lhe encaminhar por esse tão sonhado caminho mais curto, mais rápido e mais eficaz para chegar “lá”?! Quem é grande em alguma coisa é grande pelo simples fato de fazer mais do que o esperado, portanto, siga em frente, não deixem que lhe atrapalhem, lhe podem, duvidem do seu potencial com um "pseudo cuidado" muito questionável pelo mais inexperiente atleta. O papel dos técnicos é apenas o de ajudar, guiar, orientar, ser um meio confiável para o descobrimento interior do atleta mas, o trabalho mesmo é do atleta, de quem sente, acredita e faz por merecer, ou seja, quem deseja de verdade e age para mudar para melhor. Aprendi, com um desses geniais jovens que o técnico não pode querer mais que o atleta. Só por aí já se vê do lado de quem está a responsabilidade! E quem serve a quem!
Aliás, ser melhor significa ser diferente dos demais. E ser diferente significa ser único. Significa ser o primeiro, o campeão. Tudo em perspectiva, claro. Sabe como ser assim?! Tenho uma idéia de tanto que falhei (e ainda vou acertar) e imagino que não haja caminho diferente do que assumir riscos, enfrentando-os, mesmo duvidando! Achar sua própria identidade esportiva e seu “modus-operandi” é o maior dos paradigmas para moldar um campeão! Seja você mesmo, faça à sua maneira! Garanta-se! Um bom técnico nunca vai lhe trazer esse tipo de garantia! Nem suas credenciais e todas as letras a frente de seu nome. Muito menos copiando a receita dos outros, somos todos diferentes e assim que devemos abordar a montagem de um plano esportivo.
Aceite os inúmeros conflitos que surgirão! São provações e nenhum técnico vai evitar que você passe por isso. Aliás, vá procurar o técnico do Galindez, do Normann Stadler, do Macca e de muitos outros para saber o que eles fazem ou o que lhes levou ao sucesso. Mais um tema para um texto mais complexo ainda, mas o que os faz diferentes e únicos é o desejo e a dedicação que colocaram em seus planos, independentemente das facilidades ou dificuldades que no caminho encontraram! Aliás, se teve gente que duvidou de absolutamente tudo que um dia um técnico falou, esses foram os caras. Quer uma prova recente? Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=bFw2THq8cr0 e veja quem realmente trabalhou duro para chegar onde chegaram!
Já reparou como os técnicos são cheios de nomenclaturas para isso e aquilo? Perguntem para que servem cada uma destas "valiosíssimas" informações que eles tão claramente (não) sabem lhe explicar e, para piorar, peçam para adequar toda a parafernália estatística e científica às percepções sentidas pelo atleta. Esses mesmos técnicos cheios de respostas são os mesmos pelos quais muitos dos hoje profissionais do esporte passaram um tempo tentando trabalhar em sintonia e se aborreceram, acredite! Aliás, num papo de verdade, de amigo mesmo, vá ver qual o percentual de treinos que esses grandes atletas fazem do prescrito pelo seu "genial" técnico. São esses mesmos técnicos que guiam nosso atual e lastimável estado do triathlon nacional como um todo. Ou detonamos nas provas por aí como os Europeus, Americanos e Australianos? As figuras são as mesmas que fazem uma jóia rara tornar-se um(a) atleta comum. Sim, temos exceções, raras, e talvez por isso ainda mais expoentes. E olha que tem gente jovem, com pouca experiência para ser técnico e guiar qualquer um por um caminho de excelência que já faz um trabalho digno de premiação e pesquisa, ou, ao menos, reverência!
Acesse os “sites” e chegue a triste conclusão, você não pode dar mais um passo sem um técnico de triathlon! Corra, pedale, nade mais rápido e mais fácil do que você imagina seguindo “o que prescrevo e ainda duvido que acredito”. É mais ou menos por aí! Trocando em miúdos, talvez você possa querer uma ajuda de um desses técnicos, se eles puderem lhe ajudar, no mínimo, lhe levando a objetivos maiores e mais realistas do que os que você, divertindo-se e sozinho, foi capaz de fazer! Aliás, esse técnico deve se interessar em você e não na sua grana. Muito triatleta bom (e financeiramente desprovido de maiores facilidades) ainda vai sofrer com a pecha de que o triathlon é esporte de rico. Uma pena! E esses técnicos bem provavelmente se comprometem mais com sua grana do que com você!
Quer ver, já viu como o serviço desses técnicos e desses impérios esportivos subdivide-se em diferentes níveis e pacotes? Quantos são os técnicos que trabalham para essa estrutura funcionar?! Nem mesmo você sabe a quem se reportar! Uma confusão! Vá ver quantas histórias de sucesso existem por trás de tantas tentativas de parcerias onde os egos falam mais alto do que os serviços prestados aos que realmente deviam falar por si mesmos, os atletas e suas performances!
Uma boa dica para se encontrar um técnico comprometido de verdade (como achar água no deserto) é marcar uma entrevista (como se fosse contratar alguém para uma posição importante em sua empresa), um bate-papo (mas cuidado, aquela verborréia toda entra em jogo nessa hora e a sedução pode ser imediata, filtre tudo isso) e a partir daí simular ou ao menos planejar minimamente o que ambos devem fazer para que a relação dê os resultados esperados. A sugestão principal é adequar tudo que seu técnico diz que sabe com seus objetivos e como, quando e porque ele concebe para si as respostas que lhe dá para lhe transformar no atleta da propaganda de seu site: rápido, forte e hábil para toda e qualquer distância, com o mínimo de treino! Apesar dos problemas aparecerem mais a frente, quando a comunicação, a atenção e a atualização dos treinos falharem, é um bom começo para ao menos separar o joio do trigo. Em tempo, procure gente que tenha uma visão de mundo parecida com a sua. Se isso é difícil, que a relação desse técnico com o esporte tenha alguma similaridade consigo e vocês não lutem, assim como tanto já errei, para adequarem um programa minimamente razoável, pois se os erros comigo foram “pequenos” e ainda assim sou um triatleta de uma figa, imagina com quem tombou de uma altura maior! E aqui temos mais uma pequena síntese para falarmos sobre o tema "Como escolher um técnico" muito mais profundamente.
Seja honesto consigo mesmo, entenda todas essas mal-fadadas linhas com o coração e caso você, assim como o texto, faça uma sátira sobre tudo isso que aqui escrevo sorria, você pode estar no caminho certo, ou ao menos está errando em prol da causa mais nobre, conhecer-se! Pode acreditar, jogue todas as coisas que os mágicos fazedores de atletas (aliás, outro ponto para discutirmos, quem realmente fez atletas por esse Brasil afora?) lhe contaram e vá em frente! Esse texto é uma reflexão enfadonha de milhares de conclusões a que cheguei anos atrás e só agora, depois de muito tempo imóvel diante de tamanho inconformismo e falta de ação, sou capaz de agir contra e buscar os resultados adequados a quem faz diferente, mais e melhor em busca de um lugar no “olimpo esportivo” de forma digna, limpa, competente e esforçada! E isso é apenas uma introdução!
Do velho novo atleta e futuro técnico em (des)informação e tiros no próprio pé, MAA
terça-feira, 13 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Tenho um plano - por Paula Taitelbaum
Tenho um plano
Para cada dia da semana
Para disfarçar cada engano
Cada enguiço
Preguiça
Premissa
Percalço
Que por acaso
Me assalte
Te asfalte
Feito esmalte
Que fixa
Asfixia
Durante estes sete dias
Que se repetem por covardia
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Elocubrações esportivas
Do começo, do dicionário, desses virtuais mesmo:
Profissional é aquele é remunerado regularmente pelo trabalho que executa ou atividade que exerce (em oposição ao amador).
Profissional pode ser definido como aquele que tem conhecimentos da sua profissão, especialista.
Que se relaciona com uma dada profissão.
Pessoa que faz uma coisa por ofício.
Amador é o nome dado às pessoas que desempenham uma atividade profissional sem conhecimento avançado do assunto e utilizando equipamentos e técnicas não-profissionais.
Que ou o que ama.
O que, por gosto e não por profissão, exerce qualquer ofício ou arte.
Apreciador.
A discussão está na moda. Por conta de viver sobre a tênue linha a respeito do tema com minhas humildes convicções, questionamentos e ansiedades, segue um breve ensaio do que por essa mente se passa!
Partamos de um ponto de vista humanista, puro e ideologicamente ligado aos clássicos e atemporais conceitos de heroísmo, justiça e ética. Minhas idéias estão completamente expostas tendo como base esse cenário, portanto, julgue-as nesse sentido e me prove o contrário. Mudar faz parte apesar de rezar para que minhas convicções tragam mais certezas do que dúvidas no decorrer da vida. E mais que isso, me tornem mais sadio e sábio ao me relacionar com algo.
Umas das primeiras perguntas, realmente importa ter uma categoria profissional em uma prova de triathlon? A quem e por que existe o interesse em ter uma categoria profissional em um triathlon? Claro que precisamos de um mínimo de organização, concordo. Não está aqui o anarquista sem causa, longe disso, a disciplina, a organização e a ordem tem sido um mantra para este bagunçado atleta. E tenho tido cada vez mais facilidade no caminho e melhores resultados fruto desse “contemporâneo” comportamento.
Continuando, uma rápida reflexão sobre o tema, na minha opinião, logo desmistifica o uso profissional do esporte como uma atividade que tem por fim uma recompensa financeira. Afinal, quem investiria nisso? Não é por razões financeiras que alguém é ou não é profissional do esporte. Se o objetivo fosse grana, raríssimos seriam os investidores ou poupadores nesse árduo e mal remunerado ofício, principalmente no triathlon. E não só no Brasil, no mundo. Concordem ou não! Sim, essa é a visão capitalista poluída por selvagens idéias de meritocracia, competição, fins econômicos e políticos para toda atividade dentre muitas outras possíveis críticas a minha pura e fantasiosa realidade. Mas quanto realmente importa ser ou não ser profissional na hora de alinharmo-nos igualmente na linha de largada?
Uns quebra-cucas e mais do mesmo para ampliarmos os horizontes e esclarecermos minimamente algumas das questões que ainda para mim suscitam dúvidas.
Será que o profissional deixa de ser amador?
O amador não pode se tornar profissional?
O que faz nos tornarmos ou deixarmos de ser amadores e profissionais?
Se não houvesse premiação em dinheiro como nos encaixaríamos na classificação final de uma competição?
Quem é mais profissional, aquele que ganha para exercer a atividade ou aquele que a exerce de maneira mais competente?
Vale mais a grana atribuída àquela categoria ou a competitividade entre atletas?
O que faz você, amador ou profissional, sair para treinar?
Aqui, ao menos para o blogueiro de plantão, não tem lugar pra isso ou aquilo. Somos uma coisa só, todos atletas. Dá para negar isso? Diga-me como! Antes de tudo todos são atletas, nem venham! E antes mesmo disso tudo somos humanos e o esporte só nos coloca ainda mais próximos de nossos ancestrais que por comida, ferramentas e parceiros pra reprodução procuravam incansavelmente até se exaurir. Igualzinho ao mítico herói que na Grécia despertou o interesse humano pela maratona. Colocar a grana no meio é um erro crasso e infantil para quem tem no esporte uma das mais grandiosas e dignas formas de viver e expressar sua humanidade. E daí? Continuemos, não necess
Na realidade, no mundo de hoje, o quanto custa alguma coisa ou o quanto você recebe por fazer alguma coisa, pouco tem a ver com justiça ou o encantamento que provoca. Somos pagos (e, pagamos) com uma parcela do que contribuímos para nosso empregador (ou para os que nos dão oportunidades), no caso do esporte, o patrocinador, o time (o organizador de uma competição), enfim. Ser um profissional do esporte talvez não signifique nada se, de fato, precisemos apenas sermos remunerados por isso! Mas também tem o outro lado, claro. Imaginem quanta gente não sairia por aí proclamando-se campeão de Ironman, de maratonas aquáticas, de Ultraman, caso não houvesse uma mínima divisão e organização dentre os escolhidos para essa “profissional” disputa. Mas e quem ganha uma categoria de uma prova dessas? Não é também um campeão?
Aliás, qual profissional sobrevive de sua classificação nas provas? Quer outra? Por que é injusto um profissional competir como amador? Mais? Quanto mais se paga ou mais dinheiro se coloca em jogo, mais aumenta-se o risco de trapaças, doping e mesmo de ter parte dessa maior grana, pois a demanda pela grana é maior, afinal terão mais profissionais disputando essas premiações.
Talvez seja realmente justo alguém com outras fontes de renda realmente não se profissionalizar no esporte e tirar a chance dos poucos que escolheram essa atividade de forma profissional, é verdade. Mas porque nos preocupamos tanto com isso? Enquanto escrevo essas linhas esse pensamento surgiu em minha cabeça inúmeras vezes. Desisti e retomei o texto mais um tanto de vezes. E daí? Tenho ainda mais dúvidas quanto mais percorro as minhas fontes de pesquisa, e acredite, são inúmeras.
Daí que não existe, ao menos para mim, uma diferença clara e importante entre amadores, qualificados por um subjetivo quesito outorgado por desconhecidos como andar em uma prova, terminar a prova em tantas ou mais horas, treinar isso ou aquilo e todas as demais besteiras que, se bem pensadas, talvez ficassem onde deveriam ficar, dentro de nossas egoístas mentes, e profissionais que por estarem hoje numa condição mais avantajada de realização de determinada tarefa sujeitem-se à competição por prêmios. Pelo menos nos esportes isso é assim.
Ou a chegada de Julie Moss no Ironman do Hawaii de 1982 deve ser rechaçada? E os Hoytt e seus adaptados equipamentos? O sprint de um pai como aquele após incansáveis horas não vale realmente nada? Pior que andar, muito pior que andar não seria a heróica façanha entre Sian Welch e Wendy Ingraham em Kona 1997? Elas engatinharam! Quanto pior é a performance do famoso Adir Buschmann que compete mesmo após seus “desprezíveis” setenta e tantos anos? E a Madona freira que após oitenta anos competia?
A discussão é longa, mesmo para mim, está distante de terminar e quero passar longe dos que objetivamente definem como cada esporte deve ser abordado, afinal, os desafios de cada um devem dizer respeito apenas a eles mesmos e entrar por essa seara é complicado e claramente injusto. Importante é o caminho, não tenho dúvidas. E daí?
Daí que o verdadeiro atleta não é, definitivamente, aquele que procura facilidades ou meios escusos para uma performance de sucesso. Fosse assim, à beira da estrada de um Ironman, uma maratona, uma corrida de aventura, como platéia teríamos esses mesmos atletas que na primeira dificuldade abandon
Que isso também valha como homenagem aos que corajosamente admitiram a carreira esportiva profissionalmente, do profissional amador, MAA.
